A Copa 2014
A Copa 2014
Bayard Boiteux e Mauricio Werner
Estamos mais uma vez radiantes com a notícia de um novo evento,na cidade maravilhosa.O Brasil se deslocou em peso,para Zurique,para ouvir a decisão de que nosso país sediaria a Copa do Mundo de 2014.Um evento do esporte mais popular da America Latina sempre é uma vitória política para aqueles que vivem das eleições e do convencimento popular,através de medidas paliativas.
Mais importante do que a comemoração,é o entendimento de que devemos iniciar um planejamento de ações,que vão em primeiro lugar melhorar a trágica situação do cidadão brasileiro,agravada por políticas paternalistas,que parecem muito mais buscar votos do que trazer soluções reais para a desigualdade social,que divide nossas cidades,em urbanas e desumanas.
Não adianta festejar,enquanto não resolvermos problemas básicos de infraestrutura,como o transporte.Vamos ou não nos preparar para o colapso que as megas cidades vão enfrentar nossos próximos anos,criando transporte publico eficiente?O Metro tem que atingir rapidamente,por exemplo a cidade do Rio,como um todo e não inaugurar uma estação,a cada governo.Trata-se de um meio de transporte que se demonstra eficaz e que com as integrações permite uma revolução.No entanto,o recente fechamento do Rebouças demonstrou a sua precariedade para um aumento de usuários. O desafio de um transporte eficaz para as populações urbanas vai se traduzir numa forma efetiva de comprometimento do governo com o direito da cidade.
O transporte aéreo nos surpreende diariamente: desde a crise da Varig,somos pegos de surpresas por medidas exdruxulas ou companhias que deixam de operar.A política aérea de um país das dimensões do Brasil pressupõe a existência de uma ANAC forte,cujos diretores devem ser especialistas na área,além de uma fiscalização efetiva de aviões de grande porte e pequenos equipamentos.Com a chegada de novos aviões,como o A 380 ,nossos aeroportos vão ter que se adequar a nova realidade da aviação comercial.É preciso também que o Brasil crie uma política de céus abertos,para evitar a hoje inexplicável tarifa da ponte aérea Rio/São Paulo ou Rio/Brasilia,por exemplo.
Nossos estádios deverão atender as especificações da FIFa,além de existir a necessidade de construção de novos,em todo o território nacional.Não é apenas uma maquiagem,como as cidades normalmente se submetem para sediar grandes eventos.É a profissionalização do futebol em nosso país em espaços para tal fim.
Capacitação também será a palavra chave do planejamento a longo prazo,que o Brasil deverá se submeter nos próximos anos.A profissionalização passa necessariamente pelo aprendizado de um segundo idioma pelos colaboradores de meios de hospedagem em todo o território nacional e as novas técnicas de administração participativa,que ao serem implementadas representarão maior lucratividade mas sobretudo um novo modelo de sobrevivência para a hotelaria nacional.
A segurança,como política de Estado,com um plano de remuneração real para as forças de segurança e o combate ao trafico de armas e entorpecentes enseja a criação de um Ministério voltado para tal área,cuja estratégia passa pela inclusão social das populações mais desfavorecidas e a conclusão de que o turismo,como atividade prioritária precisa de um staff governamental formado por especialistas da área,oriundos da iniciativa privada e da Academia,que cada vez mais terá o papel de incubadora dos novos projetos emprreendedores ,que ficam restritos as teses de mestrado e doutorado da sapiência turística.
Queremos marcar uma série de gols,não só no primeiro tempo mas durante todo o jogo.Só chegaremos a um resultado concreto,com disciplina e tenacidade.Deixem de fazer festas para comemorar a possível chegada de mais de 500000 novos turistas em 2014 mas iniciem a elaboração das metas que vão nortear as atividades de construção de infraestrutura e de imagem de nosso país,nos próximos anos.
Os investimentos para receber a Copa estão inseridos em todas as escalas de atuação e tem por dever aperfeiçoar as performances das políticas a nível federal, estadual e municipal, com vistas a um Turismo merecedor de ser fonte inesgotável de divisas para o Brasil.
Vamos ver a bola rolar entre os pés dos craques e, sobretudo, vamos torcer para que essa oportunidade não se perca nem no placar dos jogos, nem no mau uso dos investimentos. A COPA É NOSSA!
Bayard Boiteux e Mauricio Werner dirigem a Escola de Turismo e Hotelaria da UniverCidade,a única certificada pela OMT,no Brasil.
Bayard Boiteux e Mauricio Werner
Estamos mais uma vez radiantes com a notícia de um novo evento,na cidade maravilhosa.O Brasil se deslocou em peso,para Zurique,para ouvir a decisão de que nosso país sediaria a Copa do Mundo de 2014.Um evento do esporte mais popular da America Latina sempre é uma vitória política para aqueles que vivem das eleições e do convencimento popular,através de medidas paliativas.
Mais importante do que a comemoração,é o entendimento de que devemos iniciar um planejamento de ações,que vão em primeiro lugar melhorar a trágica situação do cidadão brasileiro,agravada por políticas paternalistas,que parecem muito mais buscar votos do que trazer soluções reais para a desigualdade social,que divide nossas cidades,em urbanas e desumanas.
Não adianta festejar,enquanto não resolvermos problemas básicos de infraestrutura,como o transporte.Vamos ou não nos preparar para o colapso que as megas cidades vão enfrentar nossos próximos anos,criando transporte publico eficiente?O Metro tem que atingir rapidamente,por exemplo a cidade do Rio,como um todo e não inaugurar uma estação,a cada governo.Trata-se de um meio de transporte que se demonstra eficaz e que com as integrações permite uma revolução.No entanto,o recente fechamento do Rebouças demonstrou a sua precariedade para um aumento de usuários. O desafio de um transporte eficaz para as populações urbanas vai se traduzir numa forma efetiva de comprometimento do governo com o direito da cidade.
O transporte aéreo nos surpreende diariamente: desde a crise da Varig,somos pegos de surpresas por medidas exdruxulas ou companhias que deixam de operar.A política aérea de um país das dimensões do Brasil pressupõe a existência de uma ANAC forte,cujos diretores devem ser especialistas na área,além de uma fiscalização efetiva de aviões de grande porte e pequenos equipamentos.Com a chegada de novos aviões,como o A 380 ,nossos aeroportos vão ter que se adequar a nova realidade da aviação comercial.É preciso também que o Brasil crie uma política de céus abertos,para evitar a hoje inexplicável tarifa da ponte aérea Rio/São Paulo ou Rio/Brasilia,por exemplo.
Nossos estádios deverão atender as especificações da FIFa,além de existir a necessidade de construção de novos,em todo o território nacional.Não é apenas uma maquiagem,como as cidades normalmente se submetem para sediar grandes eventos.É a profissionalização do futebol em nosso país em espaços para tal fim.
Capacitação também será a palavra chave do planejamento a longo prazo,que o Brasil deverá se submeter nos próximos anos.A profissionalização passa necessariamente pelo aprendizado de um segundo idioma pelos colaboradores de meios de hospedagem em todo o território nacional e as novas técnicas de administração participativa,que ao serem implementadas representarão maior lucratividade mas sobretudo um novo modelo de sobrevivência para a hotelaria nacional.
A segurança,como política de Estado,com um plano de remuneração real para as forças de segurança e o combate ao trafico de armas e entorpecentes enseja a criação de um Ministério voltado para tal área,cuja estratégia passa pela inclusão social das populações mais desfavorecidas e a conclusão de que o turismo,como atividade prioritária precisa de um staff governamental formado por especialistas da área,oriundos da iniciativa privada e da Academia,que cada vez mais terá o papel de incubadora dos novos projetos emprreendedores ,que ficam restritos as teses de mestrado e doutorado da sapiência turística.
Queremos marcar uma série de gols,não só no primeiro tempo mas durante todo o jogo.Só chegaremos a um resultado concreto,com disciplina e tenacidade.Deixem de fazer festas para comemorar a possível chegada de mais de 500000 novos turistas em 2014 mas iniciem a elaboração das metas que vão nortear as atividades de construção de infraestrutura e de imagem de nosso país,nos próximos anos.
Os investimentos para receber a Copa estão inseridos em todas as escalas de atuação e tem por dever aperfeiçoar as performances das políticas a nível federal, estadual e municipal, com vistas a um Turismo merecedor de ser fonte inesgotável de divisas para o Brasil.
Vamos ver a bola rolar entre os pés dos craques e, sobretudo, vamos torcer para que essa oportunidade não se perca nem no placar dos jogos, nem no mau uso dos investimentos. A COPA É NOSSA!
Bayard Boiteux e Mauricio Werner dirigem a Escola de Turismo e Hotelaria da UniverCidade,a única certificada pela OMT,no Brasil.

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