O episódio do Hotel Intercontinental
O episódio do Hotel Intercontinental e a imagem do Rio
Bayard Do Coutto Boiteux
Acordei revoltado, mais revoltado do que habitualmente. Ao ler meu clipping diário,verifiquei que o episódio do hotel Intercontinental,um cinco estrelas do Rio,em plena Maratona ,que havia sido invadido por delinqüentes ,que fugiam de uma comunidade estava estampado em 130 jornais estrangeiros e 45 sites,dos quais grande parte era de países que enviam turistas para o Brasil,que a cada ano,recebe menos visitantes internacionais,apesar de todos os esforços promocionais.
Por outro lado, recebi aproximadamente 800 emails de meus amigos e conhecidos mundo a fora, pedindo maiores informações e extremamente preocupados com tal fato, na imagem já desgastada do Rio, no mercado internacional. Sem saber muito bem o que responder pois vivo dizendo que o Rio não é mais violento do que outras grandes cidades,que não temos atentados terroristas e que o exemplo da organização do Carnaval e do Réveillon mostram nossa capacidade técnica,tive que ficar calado,preferindo alegar que era uma fatalidade,discurso preferido do setor turístico.
Fico, no entanto, preocupado com as informações que invadem nossas casas diariamente, durante a campanha eleitoral, com a apologia das chamadas unidades pacificadoras. Elas foram um esforço pontual do governo do Estado,na valorização dos imóveis do entorno,num processo de melhoria da cidadania dos moradores e da nova policia militar.Ocorre que o Rio não tem policiais suficientes,nem orçamento suficiente para uma pacificação geral,tendo inclusive deixado de lado as comunidades mais perigosas como a Rocinha. o Vidigal e o Alemão, onde a presença do poder paralelo ocorre diariamente. É preciso repensar o modelo de atendimento ao aparato policial,priorizando a inteligência,os salários,o armamento ,as fronteiras e a qualificação.São itens vitais para uma verdadeira política de Estado,que obrigatoriamente deve se apoiar na policia federal,extremamente bem qualificada.
As fotografias, cenas, vídeos no youtube, comentários nos sites de relacionamento demonstram a preocupação do cidadão comum, do morador da área ou simplesmente daquele que quer ainda a sobrevivência do Rio. Cabe aqui algumas sugestões colhidas ou desenvolvidas anteriormente e que foram simplesmente deixadas de lado:encontros mensais com os correspondentes estrangeiros em forma de café da manhã com pautas positivas e reuniões com o corpo consular dentro da mesma tática.Deram frutos muito positivos,enquanto as coordenei nos governos Cesar Maia e Marcello Alencar.Precisamos agir com mais humildade e dar prosseguimento a programas relativamente baratos mas que contribuem na melhoria e aprimoramento da imagem institucional do Rio.
Sempre digo e repito: o Brasil precisa de um Ministério da Segurança Publica, que tenha uma secretaria de segurança turística, com diretrizes e recursos voltados para os principais pólos turísticos. São necessários de forma urgente a implantação de corredores de segurança turística em todos os bairros da cidade com os contingentes de policiais já lotados naquelas áreas,para coibir situações,como a do Intercontinental.Não se pode também conceber que integrantes das forças de segurança desenvolvam ações isoladas para prender traficantes,que deram origem ao episódio Intercontinental.Os hotéis devem também fortalecer sua segurança interna e externa,aumentando o número de profissionais para tal tarefa,fazendo uma integração real com os batalhões vizinhos e ajudando financeiramente da forma que podem a segurança.Vamos voltar com os prêmios de viagens que instituímos com o apoio da Abav e da ABIH.Tenho certeza que os empresários estão de acordo com o incentivo a nossos policiais militares,civis,bombeiros e guardas municipais.
A ação do batalhão de choque para resolver o problema foi rápida e eficaz, devo confessar mas não foi suficiente para os danos que a cidade do Rio sofreu mais uma vez.Até porque agora só se fala em eventos esportivos e sua inserção na cidade,esquecendo providências básicas como sinalização e informação turística,sempre relegadas a um segundo plano.
Que os clamores de um professor universitário,filho de um exilado e sempre pronto para ajudar o Rio sejam ouvidos e analisados.O Rio sempre vai precisar de atenção e pequenos gestos em tais ocasiões.Vamos aprender com quem sabe:o maior especialista em segurança turística do mundo,Peter Tarlow ministrará diversas palestras no Rio,no dia 05 de outubro.É a segunda vez que vem ao Rio.Quem sabe desta feita,as autoridades e o trade se interessam...
Bayard Do Coutto Boiteux é professor universitário, escritor, preside o Site Consultoria em Turismo e coordena o curso de Turismo da UniverCidade.
Bayard Do Coutto Boiteux
Acordei revoltado, mais revoltado do que habitualmente. Ao ler meu clipping diário,verifiquei que o episódio do hotel Intercontinental,um cinco estrelas do Rio,em plena Maratona ,que havia sido invadido por delinqüentes ,que fugiam de uma comunidade estava estampado em 130 jornais estrangeiros e 45 sites,dos quais grande parte era de países que enviam turistas para o Brasil,que a cada ano,recebe menos visitantes internacionais,apesar de todos os esforços promocionais.
Por outro lado, recebi aproximadamente 800 emails de meus amigos e conhecidos mundo a fora, pedindo maiores informações e extremamente preocupados com tal fato, na imagem já desgastada do Rio, no mercado internacional. Sem saber muito bem o que responder pois vivo dizendo que o Rio não é mais violento do que outras grandes cidades,que não temos atentados terroristas e que o exemplo da organização do Carnaval e do Réveillon mostram nossa capacidade técnica,tive que ficar calado,preferindo alegar que era uma fatalidade,discurso preferido do setor turístico.
Fico, no entanto, preocupado com as informações que invadem nossas casas diariamente, durante a campanha eleitoral, com a apologia das chamadas unidades pacificadoras. Elas foram um esforço pontual do governo do Estado,na valorização dos imóveis do entorno,num processo de melhoria da cidadania dos moradores e da nova policia militar.Ocorre que o Rio não tem policiais suficientes,nem orçamento suficiente para uma pacificação geral,tendo inclusive deixado de lado as comunidades mais perigosas como a Rocinha. o Vidigal e o Alemão, onde a presença do poder paralelo ocorre diariamente. É preciso repensar o modelo de atendimento ao aparato policial,priorizando a inteligência,os salários,o armamento ,as fronteiras e a qualificação.São itens vitais para uma verdadeira política de Estado,que obrigatoriamente deve se apoiar na policia federal,extremamente bem qualificada.
As fotografias, cenas, vídeos no youtube, comentários nos sites de relacionamento demonstram a preocupação do cidadão comum, do morador da área ou simplesmente daquele que quer ainda a sobrevivência do Rio. Cabe aqui algumas sugestões colhidas ou desenvolvidas anteriormente e que foram simplesmente deixadas de lado:encontros mensais com os correspondentes estrangeiros em forma de café da manhã com pautas positivas e reuniões com o corpo consular dentro da mesma tática.Deram frutos muito positivos,enquanto as coordenei nos governos Cesar Maia e Marcello Alencar.Precisamos agir com mais humildade e dar prosseguimento a programas relativamente baratos mas que contribuem na melhoria e aprimoramento da imagem institucional do Rio.
Sempre digo e repito: o Brasil precisa de um Ministério da Segurança Publica, que tenha uma secretaria de segurança turística, com diretrizes e recursos voltados para os principais pólos turísticos. São necessários de forma urgente a implantação de corredores de segurança turística em todos os bairros da cidade com os contingentes de policiais já lotados naquelas áreas,para coibir situações,como a do Intercontinental.Não se pode também conceber que integrantes das forças de segurança desenvolvam ações isoladas para prender traficantes,que deram origem ao episódio Intercontinental.Os hotéis devem também fortalecer sua segurança interna e externa,aumentando o número de profissionais para tal tarefa,fazendo uma integração real com os batalhões vizinhos e ajudando financeiramente da forma que podem a segurança.Vamos voltar com os prêmios de viagens que instituímos com o apoio da Abav e da ABIH.Tenho certeza que os empresários estão de acordo com o incentivo a nossos policiais militares,civis,bombeiros e guardas municipais.
A ação do batalhão de choque para resolver o problema foi rápida e eficaz, devo confessar mas não foi suficiente para os danos que a cidade do Rio sofreu mais uma vez.Até porque agora só se fala em eventos esportivos e sua inserção na cidade,esquecendo providências básicas como sinalização e informação turística,sempre relegadas a um segundo plano.
Que os clamores de um professor universitário,filho de um exilado e sempre pronto para ajudar o Rio sejam ouvidos e analisados.O Rio sempre vai precisar de atenção e pequenos gestos em tais ocasiões.Vamos aprender com quem sabe:o maior especialista em segurança turística do mundo,Peter Tarlow ministrará diversas palestras no Rio,no dia 05 de outubro.É a segunda vez que vem ao Rio.Quem sabe desta feita,as autoridades e o trade se interessam...
Bayard Do Coutto Boiteux é professor universitário, escritor, preside o Site Consultoria em Turismo e coordena o curso de Turismo da UniverCidade.

0 Comments:
Post a Comment
<< Home